Sou obrigado a me despedir?
Não gosto de despedidas.
(E me arrependo por isso)
Talvez seja a despedida mais emocionante e significativa que a chegada. Há casos e casos, não dá para generalizar. São 3 os motivos pelos quais eu não gosto de me despedir; mudança repentina de tratamento, o impacto emocional e o ato de despedida frustrado.
Me retirar de empregos e eventos de qualquer natureza sob aviso prévio me incomoda pois muitas pessoas (não todas) tendem a me tratar com indiferença logo após meu anuncio de partida. Coleciono momentos horríveis onde fui excluído imediatamente de laços sentimentais a qual fazia parte e era importante minutos antes de comunicar a minha ida.
Despedidas me machucam. Elas são como cicatrizes que não curam e me recordam a infeliz dor de nunca mais ver, abraçar e sentir alguém.
E por fim, nosso subconsciente alimentado por cenas cinematográficas de belas despedidas nos fazem acreditar que as despedidas da vida real tendem a ser como estas, belas e cheias de significados e simbolismos, quando na verdade (maioria das vezes) as despedidas se resumem em palavras genéricas, abraços frouxos e zero significado emocional.
Se tenho que partir e me despedir, faço necessário uma partida muito breve.
Rápida e cheia de surpresa, espanto e dor.
Se escolho me despedir ou não de alguém é porque muito significado e importancia terá futuramente, quando em meus sublimes deletérios recordarei aos risos os bons momentos que vivi e na esperança do reencontro viverei.
Toda despedida precede uma partida.
Feliz o homem que pode escolher quando partir.
É sobre ser:
Livre como o vento.